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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Eu e a empresa Mary Kay

Antes de conhecer a empresa Mary Kay, eu fazia parte do corpo de vendas diretas de uma grande empresa multinacional no segmento de telecomunicações, que não citarei o nome por motivos éticos.
Essa empresa foi uma grande decepção na minha vida. Vou relatar aqui o porquê: há pouco mais de 2 anos, sofri um acidente automobilístico a caminho da empresa de um cliente e por sorte, muita sorte sai viva, os 3 carros envolvidos foram dados como perda total. Fiquei internada para me submeter a uma cirurgia no meu punho direito e após 1 mês e meio de imobilização, fiz nova cirurgia de osteossíntese de punho. Iniciei sessões de fisioterapias diárias, onde após 1 ou 2 semanas, ter sido diagnosticado um problema raro: Distrofia Simpático Reflexa. Uma doença que acomete o sistema nervoso simpático e causa muitas dores e rigidez articular.
Depois de 6 meses de licença retornei ao trabalho, porém continuava meu tratamento que consistia de fisioterapia diária, infiltrações, antiinflamatórios e anti-depressivos. Mas o que aconteceu? comecei a ter muita dificuldade em bater minhas metas pois praticamente metade do meu dia era dedicado ao tratamento.
Mas você acha que o gestor da área comercial quis saber, nem para perguntar como ia a evolução do meu tratamento e ainda em reuniões começou a divulgar que eu era o maior exemplo de fracasso da empresa. Tudo começou a piorar significativamente pois depois de um tempo não via melhora no meu punho, sentia uma grande pressão mas não tinha um apoio, ficava entre minha saúde e e meu trabalho, para compensar trabalhava aos fins de semana, minha família ficou abandonada, desenvolvi um nível de stress altíssimo, que piorava ainda mais o quadro da distrofia pois esta está muito ligada ao emocional e que aliada ao meu tipo de atividade, dirigir o dia inteiro pela cidade do RJ que tem um trânsito caótico e fazendo movimentos repetitivos com meu punho direito... pois bem, tudo isso culminou em uma segunda licença médica e após 3 meses do meu retorno, fui desligada da empresa, coisa que nem poderiam fazer pois foi licença por acidente de trabalho, nem pude fazer homologação, nem receber auxílio desemprego e ninguém me deu satisfação de nada. Mas isso é uma outra história.
O fato é que sai me sentindo o maior dos lixos, entrei em depressão, não conseguia sair de casa para nada, nem para minhas sessões de fisioterapia (é ainda estou até hoje em tratamento, não dobro o punho nem os dedos nas articulações do carpo ou metacarpo sei lá).
Foi onde conheci esta empresa maravilhosa que é a Mary Kay, nem vou falar dos produtos agora pois estes são tão bons que merecem um capítulo a parte. Era tudo que precisava, uma empresa "com coração", baseada na famosa regra de ouro: "trate os outros do mesmo modo que gostaria de ser tratado" e essa premissa básica faz toda a diferença pois norteia todas as atitudes de ética, respeito, solidariedade dentro da companhia.
Além de tudo toda a carreira é baseada nas seguintes prioridades: Deus em primeiro lugar, família em segundo e carreira em terceiro. Tudo condizendo com o modo de vida que gostaria de ter. Além de trabalhar com mulheres e para mulheres, coisa que já tinha como um desejo lá no meu íntimo, vislumbrava algo que pudesse aumentar a auto-estima das mulheres, que pudesse tocar a vida delas e de alguma maneira, a minha também.
E nessa empresa posso fazer isso de 2 maneiras oferecendo os produtos, através de sessões de cuidados com a pele e maquiagem gratuitos e oferecendo a oportunidade de carreira para outras mulheres. É um sonho da Mary Kay Ash que propagamos e que fazem esta empresa tão especial.
Gente, desculpe o desabafo mas precisava compartilhar com vocês essa minha experiência.
Nunca desista de seu sonho pois você pode!!!
 

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